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32 casos de incêndios hospitalares são registrados em 2019 e apenas 10% são noticiados

Em 2019, foram registrados 32 incêndios em unidades hospitalares, mas apenas 10% das ocorrências foram noticiadas. É o que revela Marcos Kahn, diretor da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH) durante webinar realizado em parceria com o Instituto Sprinkler Brasil na última quarta-feira (11/3).

Apesar de não haver nenhum tipo de estatística oficial de ocorrências de incêndio em hospitais de todo o Brasil, alguns estados da Federação registram suas ocorrências. “Somente no ano passado conseguimos mapear 32 incêndios em estabelecimentos hospitalares. No entanto, os casos pouco repercutiram na mídia. Vejo um problema claro de subnotificação da imprensa. Quando as chamas têm pouca interferência nos atendimentos ou quando não há óbitos, a população não fica sabendo”, diz Marcos Kahn, diretor do ABDEH e participante exclusivo da edição.

O baixo índice de divulgação gera um problema ainda maior: pacientes tendem a acreditar que hospitais estão isentos de acidentes, mas a realidade é oposta. “As características das edificações hospitalares tendem a agravar ainda mais os incêndios. Considerando a baixa mobilidade das pessoas internadas e a falta de treinamento de emergência de quem está no hospital no momento, deve-se imaginar o impacto que as chamas podem proporcionar”, comenta Marcelo Lima, diretor-geral do Instituto Sprinkler Brasil e mediador da live.

As grandes causas dos acidentes estão relacionadas à cozinha, uma área sensível com gases combustíveis próximos aos equipamentos de cocção. Os equipamentos, de pequeno ou grande porte, também oferecem riscos elétricos, assim como grupos geradores. Um curto-circuito foi motivador do incêndio do Hospital Badim, no Maracanã (RJ), por exemplo, que deixou 25 mortos.

Os projetos arquitetônicos hospitalares atuais levam em consideração as normas de emergência, mas visando à aprovação da estrutura perante órgãos reguladores. Para prevenir incêndios de forma eficiente, é preciso ter um planejamento mais detalhado, que considere receber apoio de engenheiros com maior vivência de segurança contra incêndios desde o início. Ainda existe relutância e desconhecimento de custos de sistemas de segurança contra incêndio por parte de líderes e gestores, não só hospitalares, mas de grande parte dos estabelecimentos comerciais.

“Deve-se considerar que o investimento inicial será diluído ao longo do tempo, já que cada sistema de emergência pode durar até 50 anos. O maior desafio está no hospital público. Se pegar fogo, o local para de prestar atendimento e será necessário deslocar a população para outra unidade, que pode ficar sobrecarregada. É custoso para o serviço público e para os pacientes. O atendimento mínimo é um direito da população, que deve ser garantido. Por isso, o investimento em segurança deve ser prioritário, embora enfrentem a falta de recursos financeiros diariamente”, diz Marcos Kahn.

Marcos Kahn, diretor da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), e Marcelo Lima, diretor-geral do Instituto Sprinker Brasil

Khan lembrou que a norma 16651 representou grande avanço no que diz respeito aos incêndios em hospitais no último ano. “A diretriz estabelece os requisitos de proteção contra incêndios para projetos de construção e reforma, visando à segurança contra incêndio em edificações e áreas de risco destinadas aos estabe­lecimentos assistenciais de saúde”.  “Agora, um regulamento federal vai substituir a RDC 50 e revisar as normas técnicas para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos de saúde”, completa.

Segundo o diretor da ABDEH, “temos uma regulamentação boa, completa. Alcançamos um patamar em que não deveríamos mais ter ocorrências de incêndios de grandes proporções. Mas ainda falta certificação, treinamento de equipes e recursos para aprendemos a lidar melhor com questões emergenciais”.

A live inaugura uma sequência de debates on-line, com o objetivo de abordar aspectos importantes para a prevenção e o combate aos incêndios, promovidos pelo Instituto Sprinkler Brasil – organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers em instalações industriais e comerciais no País.

Caso queira assistir ao programa na íntegra, acesse:

https://sprinklerbrasil.org.br/biblioteca-item/webnair-protecao-contra-incendio-em-hospitais/

 

Sobre o ISB (Instituto Sprinkler Brasil) 

O Instituto Sprinkler Brasil (ISB) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers – também conhecidos como chuveiros automáticos – nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Fundado em 2011, o ISB defende o uso desta tecnologia como a medida mais eficaz de evitar perdas humanas e materiais.

 

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